A nova gestão do CRESSRS, “Cress Forte, Categoria Forte: Raízes que Sustentam a Luta!”, reuniu-se, na terça-feira (10/06), de forma on-line, para pensar novas formas de atuação e mobilização do GT da Luta Anticapacitista, antes de fazer um chamado aberto a participação de toda a categoria de assistentes sociais. Estiveram presentes a coordenadora do GT, Clarissa Constant, a vice-presidenta do CRESSRS, Mariele Diotti, as conselheiras Evelyn Carneiro, Tassiane Pacheco e o conselheiro Jaderson Carvalho.
Para o CRESSRS, não existe defesa intransigente da dignidade humana sem enfrentamento ao capacitismo. Segundo Clarissa Constant, a existência deste GT é fundamental para a categoria, provocando as pessoas a olharem para suas práticas, discursos e espaços institucionais de forma crítica e comprometida com os direitos humanos.
“Assistentes sociais com deficiência precisam estar nos espaços de decisão, construção e formulação das políticas da própria categoria. Precisamos ser ouvidas/os/es, consideradas/os/es e reconhecidas/os/es a partir das nossas vivências, experiências e produções. Afinal, ninguém melhor do que nós para apontar barreiras, discutir acessibilidade e contribuir para a construção de práticas verdadeiramente inclusivas”, afirma Clarissa.
Durante a reunião, foram revisados os objetivos e metas do GT de Luta Anticapacitista para o ano de 2026. A gestão dialogou sobre a importância de promover debates, formações e ações internas e externas sobre a pauta, se comprometendo a realizar um movimento de aprendizagem e sensibilização com objetivo de diminuir atitudes, práticas e falas capacitistas presentes no cotidiano institucional e profissional.
Clarissa acredita que “o trabalho do GT passa, principalmente, por um exercício contínuo de revisão das nossas próprias atitudes, falas e práticas cotidianas. É um movimento de aprendizado permanente, que exige compromisso ético, sensibilidade e disposição para transformação”.
Outra pauta importante foi o debate sobre a necessidade de fortalecimento de uma comunicação acessível e inclusiva, mantendo os recursos de acessibilidade e qualificando as formas de comunicação utilizadas pelo conjunto. Segundo a gestão do CRESSRS, pensar acessibilidade comunicacional é pensar democracia e participação efetiva.
Clarissa lembra que o GT surge também como um espaço de escuta, construção coletiva e fortalecimento da participação de pessoas com deficiência na categoria. E isso tem um significado muito importante: “deixar de sermos vistos apenas como objeto de estudo, análise ou intervenção, para ocuparmos, cada vez mais, o lugar de sujeitos políticos e agentes de transformação social”, diz ela.
“Enquanto assistentes sociais, atuamos diretamente com a população e com as múltiplas expressões da questão social. Por isso, é essencial que consigamos reconhecer como o capacitismo atravessa relações, políticas públicas, acessos e oportunidades, muitas vezes de forma naturalizada, inclusive dentro dos próprios espaços profissionais”, reflete a coordenadora do GT.
CONVITE ABERTO
As reuniões do GT da Luta Anticapacitista ocorrerão periodicamente e estarão abertas para a participação da categoria. Se você quer se somar nesta luta, fique atenta/o/e ao calendário do GT que será disponibilizado nas redes do CRESSRS. Fortalecer a luta anticapacitista dentro do Serviço Social é fortalecer uma profissão comprometida com a justiça social, com a equidade e com a construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva!
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