As assistentes sociais da Prefeitura de Bagé (RS) conquistaram, nesta segunda-feira (5), um reajuste de 33% no salário-base, após nove anos sem qualquer aumento. A medida foi aprovada pela Câmara de Vereadores e resulta da mobilização da categoria, com apoio do Conselho Regional de Serviço Social do Rio Grande do Sul (CRESSRS).
“É uma importante vitória da categoria, que representa o reconhecimento da nossa profissão. O CRESSRS parabeniza as profissionais que lutaram, se organizaram de forma coletiva e venceram esta briga, mantendo o projeto ético-político do Serviço Social em vigor na região, atuando frente Prefeituras que precarizam e sucateiam o trabalho e não baixando a cabeça”, reflete a vice-presidenta do CRESSRS, Ana Lúcia Magalhães.
A reivindicação teve início após o governo municipal anterior conceder reajuste a 20 categorias de nível superior, excluindo apenas assistentes sociais e psicólogas. Com a posse do novo prefeito, as profissionais intensificaram a pressão para reabrir o debate sobre a equiparação salarial.
Em julho de 2025, cerca de 27 assistentes sociais e psicólogas realizaram uma mobilização pública e apresentaram a demanda de reajuste de 100%, com o objetivo de igualar os vencimentos aos das demais profissões do mesmo nível. Desde então, ocorreram diversas reuniões de negociação com o Executivo municipal.
Segundo a assistente social da Prefeitura de Bagé, Simonia Pureza Leal, o apoio institucional do CRESSRS foi decisivo. “A presença do Conselho em Bagé fortaleceu a nossa luta e deu legitimidade às reivindicações da categoria”, afirmou.
Como parte da estratégia de organização coletiva, as profissionais reativaram o NUCRESS Bagé, promovendo reuniões presenciais e on-line. A categoria avalia que a conquista representa um avanço importante, embora parcial, e reforça o compromisso com a continuidade da luta por igualdade, valorização profissional e condições dignas de trabalho.
“Ao longo de todo o processo, reafirmamos a importância do nosso trabalho e a necessidade de igualdade em relação às demais categorias do mesmo nível. A luta coletiva é fundamental para garantir nossos direitos”, conclui Simonia.
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