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CRESSRS participa de Roda de Conversa sobre impactos da terceirização do SUS

26/06/26 às 10:11

Card com fotografia de mesa com três homens e duas mulheres, com bandeiras da CUT e de sindicatos, apresentando um slide no telão ao fundo. No centro do card, "CRESSRS participa de Roda de Conversa sobre impactos da terceirização do SUS". No rodapé, ilustração de punhos e pessoas com mãos erguidas, logo do CRESSRS e selo dos 90 anos do Serviço Social. O conselheiro Leonardo Rabelo, integrante do GT Serviço Social na Saúde ligado à Comissão de Seguridade Social Ampliada do CRESSRS, esteve presente na Roda de Conversa sobre os rumos da Saúde Pública em Porto Alegre, analisando os impactos da terceirização do SUS. O encontro foi realizado na noite de 23/06, no Auditório da Faculdade de Enfermagem da UFRGS. Organizado pelo Coletivo em Defesa do SUS, o debate reuniu pessoas que trabalham na área da Saúde, que são usuárias do SUS, estudantes, representantes de movimentos sociais, entidades sindicais e do Controle Social.

O encontro teve como eixo central os impactos da terceirização da Atenção Primária à Saúde e do empresariamento do SUS na capital gaúcha. Ao longo da atividade, os participantes apresentaram análises sobre a situação da rede pública municipal e discutiram os desafios para garantir um sistema público, universal e de qualidade.

Compuseram a mesa de debates representantes do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre, o professor e pesquisador da UFRGS Alcides Miranda, que apresentou uma síntese de dez anos de pesquisas sobre a terceirização da Atenção Primária em Porto Alegre, e o desembargador do TJRS Eugênio Couto Terra, que abordou as possibilidades jurídicas relacionadas ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2007.

Durante o debate, foram destacados diversos impactos atribuídos ao atual modelo de gestão da Atenção Primária, entre eles a alta rotatividade das equipes, a instabilidade na prestação dos serviços, as dificuldades de planejamento territorial da rede, a precarização das relações de trabalho e os desafios para o fortalecimento do controle social e da transparência na gestão do SUS.

Na avaliação apresentada pelos debatedores e pelo Coletivo em Defesa do SUS, Porto Alegre vive um cenário de profunda desestruturação da saúde pública. As/Os/Es participantes atribuíram essa situação às políticas de terceirização implementadas pela atual gestão municipal e defenderam a necessidade de reconstruir o Sistema Único de Saúde na capital, com fortalecimento da gestão pública, valorização das trabalhadoras e trabalhadores e ampliação da participação popular.

Foto de um panfleto escrito o SUS salva vidas! Defender o SUS é defender a vida! O empresariamento da saúde está adoecendo Porto Alegre. Veja o crescimento dos contratos intermediários e temporários. No topo do panfleto, uma ilustração de várias pessoas, na maioria negras, segurando placas em defesa do SUS.

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